Sacolas Plásticas - como viver sem elas / Por Erich Burger

A onda de preservação ambiental transformou as sacolas plásticas em ícone de atitude consciente. Recusar as tão populares sacolinhas no caixa do surpermercado virou sinônimo de comprometimento e empenho em salvar o planeta.

Entretanto, muitas das pessoas que adotam esse comportamento se veem as voltas com a questão do descarte do lixo doméstico entre outras funcionalidades normalmente atribuidas às sacolas plásticas.

Como descartar o lixo doméstico se não houver saquinho nas lixeiras? Essa é uma questão delicada e que não possui uma resposta definitiva, pelo menos por enquanto. O que temos na verdade são alternativas para reduzir o consumo, enquanto medidas substitutas não estão disponíveis no mercado.

Trata-se de uma questão de demanda, reduzir a quantidade de sacolas plásticas consumidas, desperdiçadas e enviadas aos aterros. O maior problema causado pelas sacolas está relacionado ao lixo. Milhões de sacolas são enviadas diariamente aos aterros como se fossem embalagem para lixo.

O que acontece é que as sacolas impedem a degradação natural do lixo e impermeabilizam o solo, formando uma grande montanha que irá demorar séculos e séculos para se degradar. Os efeitos dessa montanha de lixo são vários, todos prejudiciais ao meio ambiente. Nossa missão será então reduzir ao mínimo possível a quantidade de lixo que cada um de nós envia para esses depósitos.

Como fazer?  A primeira dica é reciclar, muito. Quanto mais você reciclar, menor será a quantidade de resíduos descartados na lixeira dos não recicláveis, aqueles que vão para aterro. Por isso, recicle todo e qualquer resíduos sólido, mesmo aqueles que você tem dúvida ou que se dizem não recicláveis. O mehor critério para acabar com as dúvidas é o do lixo seco e lixo úmido. Os secos são recicláveis, os úmidos não. Mas veremos mais a frente que podemos transformá-los em adubo, ou seja, reciclá-los.

Exercitando bem essa separação, cerca de 70% do volume de lixo gerado em sua casa já será desviado dos aterros e sua necessidade de consumir sacolas plásticas para o lixo reduzirá na mesma proporção.
Use sacos grandes para os recicláveis, recomendo os de 100 ou 200 litros.

Se 70% dos resíduos deixaram de ir para o lixo, temos agora que resolver os outros 30% que correspondem aos resíduos orgânicos e não-recicláveis.

Se você adotar um sistema de compostagem, grande parte desse volume poderá ser transformado em adubo. Para isso, o mais indicado são os minhocários domésticos, que podem ser mantidos em casa ou no apartamento e não representa uma mega revolução nos seus hábitos, apenas um pouco de disposição que com certeza será revertido em momentos de diversão. Se você tem crianças em casa, nem se fale, é uma mistura de aula de ciências, biologia, artes e outros assuntos.
Para isso leia o post anterior onde falei sobre as técnicas de compostagem doméstica.

Como nos minhocários não colocamos carnes e também não reciclamos alguns materiais como aqueles saquinhos de mostarda e catchup de lanchonete, esses são os que chamamos de rejeito e por isso vão parar nos aterros. É para eles que precisamos de saquinhos plásticos, muito menos do que precisavamos antes mas ainda necessários pois vão embalar inclusive o lixo de banheiro.

Se você adotar as recomendações desse post, poderá orgulhar-se de ser um cidadão modelo em relação aos resíduos que você gera. Como eu falei, não requer grandes revoluções, apenas prática e habilidade que virá com o tempo.

E com o tempo poderemos colocar o lixo de banheiro em saquinhos biodegradáveis, resolvendo de vez o problema em questão.

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Autor: raquel

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Cidade comemora 1 ano sem uso de Sacolas Plásticas!

 

 Por Romeu Scirea Cilio, especial para o Instituto Akatu

Há mais de cinco anos a empresária e dona de casa Cira Moschetta carrega sua sacola retornável sempre que vai fazer compras e recusa sacolas plásticas. Ela conta que sua atitude isolada já foi motivo de gozação e brincadeiras entre amigos que viam em sua ação uma utopia, pois para eles, as pessoas jamais abandonariam as sacolas plásticas. “Nos mercados, os pacoteiros achavam muito estranho eu chegar com minha própria sacola”, revela Cira, moradora de Xanxerê, município com cerca de 40 mil habitantes, no Oeste de Santa Catarina.

Em abril de 2009, uma campanha pelo uso de sacolas retornáveis foi adotada por supermercadistas de Xanxerê, cidade que, desde então, acabou com o fornecimento gratuito de sacolas plásticas aos clientes. Quase um ano depois, dados levantados pelos supermercadistas da cidade apontam que nos sete maiores supermercados da cidade o consumo de sacolas plásticas baixou de 1 milhão para 150 mil unidades por ano.

Tudo começou quando um vídeo postado no Youtube denunciou uma grave agressão ao meio ambiente como resultado do uso excessivo e descarte incorreto de sacolas plásticas: um lixão de sacolas e outros objetos plásticos tomavam parte do Oceano Pacífico.

Ao assistirem ao filme, cerca de dez proprietários de mercados de Xanxerê – pólo do comércio da região do Alto Irani com cerca de 130 mil habitantes distribuídos em 14 municípios – decidiram agir e propuseram uma arriscada troca aos consumidores. Ao invés de receber a sacola plástica gratuita, todos deveriam comprar sacolas feitas com tecido que seriam vendidas nos mesmos supermercados a preço de custo. Os consumidores tinham ainda a opção de levar suas compras em sacolas plásticas recicláveis, vendidas por R$ 0,50 o pacote com cinco unidades. Xanxerê estava prestes a se tornar a primeira cidade do Brasil a abolir as sacolas plásticas nos mercados

A campanha foi anunciada em folhetos entregues nos caixas dos mercados em outubro de 2008, para ser lançada oficialmente em abril de 2009. A iniciativa contou com divulgação nas três emissoras de rádio, uma de televisão e nos jornais.

Nos primeiros dias sem sacolas gratuitas nos mercados, foram muitas as reclamações indignadas nos meios de comunicação e principalmente nos caixas dos próprios mercados. Clientes abandonaram o carrinho de compras na boca do caixa ao saber da “novidade”. Outros foram mais longe, literalmente, e preferiram fazer suas compras nos municípios vizinhos, como Xaxim, há cerca de 20 Km de Xanxerê.

Edson Marció, um dos organizadores da campanha e membro de uma família proprietária de dois supermercados de porte médio, admite que a reação era esperada, mas  acabou sendo bem menor do que os empresários temiam. “Estávamos preparados para o pior. Se a atitude dos consumidores fosse de repúdio total, ou muito grande, pediríamos desculpas em conjunto e ressarciríamos, em dinheiro, no dia seguinte, às pessoas que compraram as sacolas retornáveis”. Mas nada disso foi preciso.

“Minha sogra reclamou muito no começo. Ela usava umas 15 sacolas plásticas virgem por semana para embalar o lixo doméstico. Hoje ela armazena tudo em sacos adequados para o lixo e só coloca para coleta quando o saco estiver cheio. Ela tem 80 anos e se adaptou muito bem”, conta Cira Moschetta, a empresária que já vem praticando o uso consciente das sacolas plásticas antes mesmo da campanha chegar à cidade.

Marció confessa que o maior medo dos empresários, ao iniciar a campanha, era mesmo de perder clientes. Mas felizmente, a aceitação da mudança superou as expectativas iniciais. Ele revela que o último levantamento para medir a aderência dos consumidores à campanha feita no início do ano, indicou que 85% dos consumidores deixaram de usar sacolas plásticas, sendo que apenas 54% dos consumidores de Xanxerê compraram a ideia desde o início.

Não demorou muito e os empresários de Xanzerê começaram a ser procurados por municípios vizinhos que desejavam adotar a iniciativa. Nesse momento, eles se deram conta da forma impositiva com que a campanha foi conduzida. “Nós imaginávamos que as imagens, os números e as conseqüências catastróficas ao meio ambiente – mostradas pelo vídeo – iriam sensibilizar a todos, e isso bastaria para conquistar a adesão dos consumidores”, reconhece Marció. Essa autocrítica permitiu que os novos interessados em substituir as sacolas plásticas na região não cometessem o mesmo erro.

“Sempre que uma iniciativa propõe mudanças no cotidiano de uma comunidade, o ideal é que ela seja feita de forma colaborativa, envolvendo todas as partes. A imposição geralmente leva a resultados muito ruins, pois mudar o comportamento, o hábito das pessoas significa essencialmente levá-las a uma autocrítica em relação a si próprio. Isso não se conquista com a imposição”, explica Heloisa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu.

Outros nove municípios de Santa Catarina implantaram projetos semelhantes, com pequenas variações quanto à conscientização e formas de facilitar a adesão. Substituíram as sacolas plásticas por retornáveis os municípios de Xaxim, São Lourenço do Oeste, Mondai, Coronel Freitas, Cordilheira Alta, Seara, Ponte Serrada, São Domingos e Pinhalzinho.

“Eu achei a campanha da sacola retornável muito interessante, aderi a ela desde o início, e não só no mercado, mas na loja, na farmácia”, conta Márcia Puccini Bernardi, gerente comercial e dona de casa. Segundo ela, quando o volume é pequeno coloca na bolsa e evita usar a sacola plástica. “Levo a sacola renovável dentro do carro. Antes eu usava a sacolinha do mercado para o lixo, hoje eu compro o saco próprio pra lixo”, explica ela.

Opções para substituir as sacolas plásticas existem, tanto para levar as compras para casa, quanto para acomodar o lixo doméstico, destino de cerca de 80% das sacolas plásticas utilizadas no Brasil.

Segundo Mello, “exemplos como esses deveriam inspirar o mundo inteiro. Os moradores de Xanxerê estão mostrando ao mundo que é possível, que existem alternativas às sacolas plásticas. Mais do que isso até, que essas alternativas estão em nossas mãos, que diminuir os impactos negativos do nosso consumo é possível”.

Em abril de 2010, os consumidores de Xanxerê serão informados dos resultados da campanha iniciada há um ano. Mas, um resultado já pode ser notado: nos mercados, há alternativas para os consumidores levarem mercadorias para casa. São vendidos pacotes de papel reciclado, há empréstimo de caixas de papelão e um mercado vendeu com sucesso aos clientes uma caixa de plástico resistente, para ser transportada no bagageiro do carro.

Basta parar por alguns minutos na porta de qualquer supermercado para conferir – as sacolas retornáveis, de variadas formas, tamanhos e modelos, muitas feitas em casa, predominam!

 

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Autor: raquel

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Sacolas Ecológicas Besni - Promovendo a Mudança!

Um saquinho plástico, daqueles de mercado, dura em média 50 anos na natureza. Se a gente começar a calcular isso pela quantidade de sacos plásticos que usamos diariamente, essa conta vai estourar muito, não acham?

Diferentemente dos produtos orgânicos, o plástico é produzido através de – em sua maioria – derivados do petróleo e sintéticos que poluem o ambiente tanto na hora de fabricá-los quanto na hora de descartá-los.

Com o objetivo de conscientizar para o problema ambiental e também para diminuir um pouco esse impacto a Besni está lançando nesse mês as Sacolas Ecológicas. Um produto feito em 100% algodão, reutilizável e muito simpático para o cliente, o colaborador e o planeta!

E para que o atendimento seja realizado da melhor forma possível, por colaboradores conscientes e equipe treinada, estamos iniciando a venda de nossas sacolas nas lojas de Osasco, Santo André e centro de São Paulo!

Entre no site da Besni, conheça as lojas participantes e aproveite!

Besni Sustentável – Preservar nunca sai de moda!

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Autor: raquel

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