Vila japonesa encara lixo zero

Por Carolina Derivi do blog Eco Balaio 

No meio de tanta decepção com os prognósticos de Belo Monte e da COP16 esta semana, achei melhor espantar a ôia ruim e contar uma história inspiradora. Os 2 mil moradores de Kamikatsu, no Japão, se lançaram a um “experimento ecológico inédito”, como diz o jornal The Guardian: ser a primeira comunica japonesa livre de lixo.

Desde que a política de lixo zero foi aprovada, em 2003, Kamikatsu já atingiu 80% de reciclagem do total de resíduos gerados. Ainda não é a meta final, que tem prazo par ser atingida em 2020, mas já um baita resultado. Especialmente se a gente levar em conta o trabalhão que foi imposto aos moradores...

Se você tem preguiça de reciclar o seu lixo, olha só o que essas pessoas fazem: todo o lixo tem de ser muito bem lavado e separado em 34 categorias. Papéis, como revistas e jornais velhos, tem de ser empilhados e acomodados em caixas feitos com embalagem de leite. Garrafas precisam ser separadas por cor, e aquelas que continham molho de soja ou óleo de cozinha devem ser separadas das demais. E tem muito mais regras.

Nada de coleta na porta de casa. Cada um é responsável por levar o seu lixo à estação de reciclagem. Quem sai da linha recebe um “firme porém educado” puxão de orelha dos voluntários que trabalham na estação.

A recomendação geral é não consumir o que não pode ser reciclado e 93% das casas têm composteiras para o lixo orgânico. Os 20% de lixo que ainda sobram são acomodados na lojinha da estação e quem quiser reaproveitar alguma coisa pode levar pra casa de graça. Baterias são despachadas para outra cidade que faz a reciclagem e o que não tem jeito mesmo é incinerado.

O que eu acho incrível, e isso valeria para qualquer lugar do planeta, é a disposição em concordar coletivamente com um sacrifício em nome do bem-estar coletivo. Nada da ojeriza à inconveniência inexorável a todos nós. Em algum lugar do Japão tem um punhado de pessoas que parecem que não são desse mundo.

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Autor: raquel

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Devemos Alimentar os Pombos?

Por Revista Superinteressante

Não. E dessa vez nossa resposta foi direta por um motivo simples: pombos são agentes transmissores de mais de 20 doenças. A mais grave delas, a criptococose, mata 30% em casos de diagnósticos tardios. Por isso, especialistas recomendam o uso de luvas e máscara na hora de limpar forros, telhas e calhas ou qualquer outro lugar com acúmulo de fezes de pombos - e os dejetos devem ser umedecidos antes de recolhidos, para evitar a inalação de fungos.

Ok, pombos são realmente "ratos com asas", expressão popularizada pelo ex-prefeito londrino Ken Livingstone. Então, como se livrar deles? Pior que não adianta sair matando - até porque toda e qualquer tentativa de agressão aos pombos pode configurar crime ambiental, de acordo com a Lei Federal n° 9605, de 1998. Como explica a veterinária Carla Molento, da UFPR, se forem exterminados 10 em cada 100 pombos de uma população, há uma acomodação - aqueles que iam morrer de fome, frio ou doenças sobrevivem, e a população permanece estável. Matar pombos em Copacabana só vai ajudar os de Ipanema.

Contra pombos, melhor que o ódio é a indiferença. "É preciso que a população seja esclarecida sobre os riscos de alimentar essas aves e, em consequência disso, reprima quem distribui alimentos para elas. Só cessando essa distribuição é possível controlar o número de pombos em uma região", explica Molento. Ou seja: sinta-se livre para reprimir quem espalha migalhas pela vizinhança.

ORA, POMBAS

Pelo mundo, algumas estratégias para lidar com as aves:

ONDE: São José do Rio Preto, SP.

AÇÃO: quem for flagrado dando comida às aves nas vias públicas poderá ser multado.

ONDE: Helsinque, Finlândia.

AÇÃO: placas de aviso em toda a cidade desencorajam turistas a dar comida aos pombos.

ONDE: Veneza, Itália.

AÇÃO: é proibido jogar arroz nos noivos em festas de casamentos, principalmente na tradicional praça de São Marco.

ONDE: Londres, Inglaterra.

AÇÃO: monumentos eletrificados. O pombo que tentar se aliviar na estátua de Winston Churchill vai levar um choque.

Fontes Arif Cais, zoólogo do departamento de zoologia e botânica da Unesp de São José do Rio Preto/SP; Carla Forte Maiolino Molento, veterinária da UFPR; Fernando da Costa Ferreira - diretor do Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura do Rio de Janeiro; Flávio de Queiroz Telles Filho - médico infectologista da UFPR; e Margarete de Almeida Gottardo de Almeida, microbiologista da Famerp.

Foto: DeviantArt by ~1perfectmind

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Autor: raquel

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