Hoje em dia quem consegue resistir a tantas novidades tecnológicas? No Brasil, o tempo médio de uso de um celular é inferior a dois anos e o de um computador é de quatro anos nas empresas e cinco anos nas residências. O problema é que quando você descarta um equipamento eletrônico que não possui mais utilidade, você está gerando um lixo eletrônico, também conhecido como e-lixo”.
São materiais como pilhas, baterias, celulares, computadores, televisores, DVD’s, CD´s, liquidificadores, microondas, lâmpadas fluorescentes e muitos outros, que se não tiverem uma destinação adequada, vão parar em aterros comuns e contaminar o solo e as águas, trazendo danos para o meio ambiente e para a saúde humana.
Alguns dados
- Em 2009, no Brasil, foram comercializados 11 milhões de computadores. Estima-se um crescimento das vendas em 16%, para este ano;
- Em 2007, pela primeira vez, o mercado brasileiro comercializou mais computadores do que televisores;
- O número de pessoas com acesso à internet no país chegou a 46,9 milhões em março deste ano;
- Daqui a quatro anos, cerca de 1,8 bilhões de pessoas, ou 25% da população mundial, vão estar conectadas à rede mundial de computadores;
- Em 2006, foram comercializados, no Brasil, 10,8 milhões de televisores novos. Com essa expansão, nove entre dez casas possuem aparelhos de televisão atualmente.
Então, imagine o seguinte cenário: Hoje, o país tem 130,5 milhões de celulares. Se daqui a dois anos todos forem trocados, aonde é que vai parar esta montanha de celulares descartados? A boa notícia é que boa parte deste lixo pode ser reutilizado em equipamentos ou outros produtos novos. Basta que todos dêem um destino adequado ao seu “e-lixo”.
Dicas
- Você trocou de celular, computador ou algum outro equipamento eletrônico e não sabe o que fazer com o antigo? Não jogue no lixo! Veja se o equipamento antigo ainda tem alguma utilidade pessoal ou profissional. Em caso negativo, somente doe o equipamento para alguém ou alguma entidade que você sabe que vai usá-lo;
- No momento da aquisição, prefira equipamentos com várias funções. Um aparelho pode substituir dois ou três;
- Procure sempre produtos que consumam menos energia e dê preferência àqueles com selo Procel de Economia de Energia;
- Não compre produtos de origem duvidosa, sem garantia e responsabilidade sócio-ambiental; procure saber se o fabricante do eletrônico possui certificação ambiental;
- Se não for usar o seu equipamento eletrônico, deixe-o desligado. A geração de energia tem custo para o meio ambiente;
- Lembre-se que o monitor é responsável por 50% da energia consumida do seu computador;
- Imprima somente o necessário. Além de economizar papel, você aumenta a vida útil do cartucho da impressora e do próprio equipamento;
- Não acumule pilhas usadas dentro de casa, leve-as para um posto de coleta assim que forem inutilizadas. O vazamento de baterias pode causar danos à saúde.
Para facilitar a vida de quem quer descartar eletroeletrônicos antigos, a Secretaria do Meio Ambiente em conjunto com o Instituto Sérgio Motta lançou em março, um site onde o internauta insere o CEP de sua residência, escolhe o tipo de material a ser descartado e aguarda o buscador selecionar os pontos próximos do endereço sugerido. O E-lixo Maps, como foi chamada a ferramenta, funciona no site e-lixo.org e conta com 750 postos cadastrados na capital e em outras grandes cidades do Estado. A página usa a plataforma Google Maps para localizar os endereços. Outra opção é ligar na assistência técnica autorizada do fabricante e pedir uma indicação do destino adequado.
Fontes:
- E-lixo Maps (http://www.e-lixo.org)
- Multirão do lixo eletrônico (http://www.ambiente.sp.gov.br/mutiraodolixoeletronico)
- Jornal “O Estado de S.Paulo”
- IT Web (http://www.itweb.com.br)