Caribe

Às 16 horas do dia oito de setembro descemos a correnteza do Rio Hudson, passamos novamente sob a ponte Verrazano e ganhamos o Atlântico Norte, rumando para o sul contra a corrente do Golfo.

Até Ushuaia, no extremo sul da América do Sul, percorreríamos cerca de 6000 milhas náuticas (uma milha náutica equivale a 1,852 quilômetros). Com uma média diária de 200 milhas, esperávamos chegar em meados de outubro.

Programamos permanecer alguns dias no Panamá, para a travessia para o oceano Pacífico, e em algum outro ponto da costa oeste da América do Sul, para abastecer o barco. Teríamos que cruzar o Mar do Caribe na época dos furacões, atravessar o canal do Panamá, cruzar a linha do Equador, percorrer toda a costa oeste da América do Sul, contornar o Cabo Horn e penetrar no Canal de Beagle, para chegar ao nosso destino. Uma aventura!

Como a travessia seria longa, dividimos as tarefas abordo. Todos fariam turnos de três horas, e a cada três dias deveríamos cuidar da alimentação e da limpeza do barco. Eu fiquei responsável por controlar o fluxo de combustível dos tanques para o tanque-dia, por controlar a produção de água doce com o desalinizador e por esvaziar a caixa sanitária. Celeste cuidava das provisões e preparava o jantar; Fabrizio administrava as tarefas de manutenção do barco, Tristan fazia um pouco de tudo e Nick estabelecia os planos de navegação. No período de seis horas, entre os turnos, ocupávamos o tempo dormindo, lendo ou assistindo filmes.

Apesar dos furacões que devastavam Cuba, o percurso pelo Mar do Caribe foi extremamente tranqüilo, com dias ensolarados, mar calmo e ventos a favor. Na tarde do dia 12 passamos por San Salvador, a ilha onde Cristóvão Colombo encontrou as Américas, no dia treze avistamos Cuba e no dia 14 passamos raspando pela Jamaica.

O calor a bordo era insuportável. Ponto para o Fabrizio que descobriu que o ar condicionado não funcionava direito por causa do vazamento de água no sistema. Não encontramos o vazamento, mas desenvolvemos um método para completar a água toda vez que o nível baixava e a temperatura subia. Aliás, com a partida do Daniel, que conhecia todos os segredos, tivemos que redescobrir como tudo funcionava. Novo ponto para o Fabrizio, que com sua curiosidade não parava quieto, querendo descobrir tudo a respeito do funcionamento dos sistemas do barco.

E na manhã do dia dezesseis, chegamos à entrada do canal do Panamá no Oceano Atlântico. Mas essa é outra história...

Acompanhem nossas aventuras e desventuras no Blog Besni Sustentável!

Abraços,

Dr. Claudio

 

Por-do-sol no Caribe

 

 

Livros e Filmes para passar o tempo

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Autor: Pangaea

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Uma passadinha em Nova Iorque

... no  dia 15 de agosto peguei o avião em Guarulhos, destino final Londres, com escala em Madrid. Cheguei a Londres no dia 16. Nova via crucis até South Hampton: ônibus até Woking., trem para South Hampton, ônibus para o porto, ferry-boat para Hythe, um outro trenzinho até a estação de Hythe e mais uma caminhada de um quilômetro, e pronto. Estava de volta ao Pangaea.

O barco estava de ponta cabeça, uma bagunça, muito serviço para fazer e o pior, com a partida programada para dali a cinco dias. Pelo menos a maioria dos reparos importantes estava concluída, exceto pela quilha, que jazia no cais do porto.

Algumas novidades na tripulação. Andries e o cabeludo Fritz tinham decidido ir embora, por problemas pessoais. Os novos tripulantes eram Nick, o capitão e Celeste, a cozinheira, ambos sul-africanos; Matt, um inglês que entrara no lugar de Andries; Benoit, um marceneiro francês que estava trabalhando no barco e que nos acompanharia até Nova Iorque; e o brasileiro Fabrizio, que chegou no dia antes de nossa partida e que veio para ocupar o posto de primeiro imediato do capitão.

Da tripulação original restavam eu, o Daniel, o Tristan e o Mike. Um alpinista francês, convidado do Mike, o Pierre, completava o grupo. Todos trabalharam duro para colocar o barco em ordem, a fim de partir na data programada.

Conseguimos partir na manhã do dia 21 de agosto. Partimos de Hythe, contornamos a Ilha de Wight e ganhamos o Atlântico Norte. E os primeiros cinco dias foram tempestuosos. Ventos de 30 a 35 nós e uma forte ondulação tornavam a navegação extremamente desagradável. Pierre, o amigo de Mike não saiu da cabine durante toda a primeira semana da viagem.

À medida que nos aproximamos do continente americano, o mar acalmou e Pierre finalmente saiu para tomar um ar. Durante todo o percurso, Mike, auxiliado por Tristan e Benoir trabalharam incansavelmente para concluir alguns serviços de marcenaria, pois em Nova Iorque o barco deveria estar apresentável, para novos eventos promocionais.

A minha maior preocupação durante essa viagem era com relação ao visto para os Estados Unidos, que estava vencido. Mas além de mim, o Daniel, o Fabrizio, o Tristan e a Celeste também não tinham vistos válidos. Discutimos o assunto com o capitão e com o Mike e eles decidiram arriscar.

Na noite de primeiro de setembro, passamos sob a ponte Verrazano, contornamos a Estátua da Liberdade e atracamos o barco na marina North Cove, localizada no sul de Manhattan, a duas quadras do local onde antes existiam as torres gêmeas.

Experiência interessante, chegar em Nova Iorque de barco. A imigração apareceu apenas no dia seguinte. Eles felizmente compreenderam que não éramos imigrantes ilegais e nos forneceram vistos com validade de seis meses.

Em NY, a agenda de eventos estava novamente cheia. Era praticamente impossível permanecer tranqüilo ou trabalhar no barco. Aproveitei para passear e fazer compras. Fomos ao Central Park, Times Square, Quinta Avenida e outros pontos turísticos. Nova Iorque continua sendo apenas um bom local para fazer compras.

Agora a atenção estava voltada para a próxima etapa da viagem. Em outubro começaria a grande aventura e o barco deveria ser preparado para enfrentar o oceano antártico. Fabrizio andava para cima e para baixo com uma lista enorme de equipamentos e materiais para comprar, mas encontrou pouca coisa. Dois candidatos a tripulante para a viagem antártica estiveram no barco, deram vários palpites, fizeram muitas críticas e caíram fora. Daniel resolveu voltar para o Brasil, Benoir ficou por NY e Matt voltou para a Inglaterra. Mike foi para a Suíça para preparar os equipamentos para sua expedição até o Pólo Sul.

No dia 8 de setembro, enchemos os tanques, abastecemos a despensa e, com uma tripulação reduzida – eu, Nick, Celeste, Tristan e Fabrizio – deixamos NY para trás.

Até o Panamá,

Claudio

 

Chegando a Nova Iorque

 

 

Celeste, Matt, Tristan, eu, Benoir e Pierre na Marina North Cove

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De quem é a culpa mesmo?

Notícias se espalham sobre a situação de calamidade que se abateu em São Paulo por causa da chuva (17/03). A cobrança por obras que controlem as águas da enchente são matérias de capa dos jornais. Os estragos e danos materiais são imensos e os climatologistas são questionados em sua função.

Mas será que é só isso?

Não sei se todo mundo reparou no tipo de foco que foi dado para o drama das famílias retirando tudo de suas casas e deixando... na rua. Ou nos funcionários em capas amarelas trabalhando a mil por hora embaixo do túnel do Anhangabaú retirando... lixo. Até mesmo o desespero das pessoas vendo bueiros e bocas de lobo não darem vazão a... água. 

Três situações distintas. Três elementos simples. E que não podem ser misturados. Mas que, no caso da última terça-feira em Sampa, foram o estopim do caos. A rua, o lixo e a água.

A natureza faz as coisas de maneira perfeita há milhares de anos. O ser humano, para o caso dele, também. Mas uma coisa não tem entendido bem a outra nos últimos tempos. Algumas atitudes que o homem tomou não são o que podemos chamar de respeitosas com o meio ambiente. Nem mesmo com a própria sociedade.

E isso fez alguma coisa se mexer. Alguma coisa que já chegou ao limite do suportável e que está dando um basta para este descaso com que vem sendo tratado. Em São Paulo, essa “alguma coisa” foi a água.

E subitamente vemos aquela garrafinha pet que jogamos no cesto boiando na rua. Ou aquele papelzinho de bala jogada na calçada, atravessar nossa vista no meio da chuva.

Cobrar dos outros é fácil demais.

De quem é a culpa mesmo?

É de todos nós.

 

Vigas cobertas por (nosso) lixo na Av. dos Estados - uma das mais afetadas pela enchente de 17/03/2009

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Autor: raquel

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Big Brother Brasil promove o Dia Mundial da Água

O desafio é utilizar apenas a quantidade de água recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para uso diário até sexta-feira (20/03). São 110L de água por dia, por pessoa... e eles acharam que é um monte... (a média brasileira está em torno de 200L).

E o que os brothers e sisters da casa poderão fazer para diminuir o consumo? A proposta foi da apresentadora Ana Maria Braga hoje pela manhã.

Achei interessante o impacto que isso poderá causar no dia-a-dia de uma casa com tantas funcionalidades como a proporcionada para os participantes do programa. Assim como a discussão que isso poderá gerar entre aqueles que assistem o show.

Apesar de caráter pouco sustentável (será que existe reality-show sustentável em algum lugar do planeta? Se alguém souber, por favor, comente!), a mídia resolveu trabalhar isso como um chamariz ao problema ambiental da escassez de água.

Ou seja, a atenção está voltada para a questão da água mais uma vez. E por mais que aceitemos que o Dia Mundial da Água (22/03) seja o momento ideal para discussões do tipo, é importante não esquecer de realizar ações de economia e consciência o restante do ano também!

Qual é a gota de contribuição para a preservação da água que você agrega ao Planeta?

Para os integrantes do BBB, aceitar o desafio foi a parte mais fácil. Um novo post será feito no final da campanha.

Estamos de olho.

 

(imagem em caráter de divulgação)

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Autor: raquel

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Pequenas Ações, Grandes Mudanças

Muita gente pergunta o que é que um setor de Meio Ambiente faz em uma empresa como a Besni. No começo era até difícil explicar, mesmo porque precisávamos ensinar também o que era Sustentabilidade.


Com o setor fazendo 1 ano e com a Humanidade percebendo que do jeito que está não dá pra ficar, as coisas começaram a fluir melhor e - ao invés de uma expressão de estranhamento, temos encontrado uma surpresa agradável no rosto daqueles que descobrem esse setor na empresa.


As empresas de varejo sempre se preocuparam muito com a questão de Responsabilidade Social e Recursos Humanos (hoje chamada por alguns como Desenvolvimento Humano), mas até alguns anos atrás elas nem se importavam com qual impacto causavam no planeta Terra.


Nem elas, nem nós.


E essa razão é, na verdade, bem simples. Acontece que as indústrias têm uma facilidade enorme em enxergar qual tipo de poluição podem causar, que impactos negativos sua produção possui e como remediar isso.


Já um distribuidor ou um consumidor final, que não conhece os caminhos que o produto fez até chegar as suas mãos e também não sabe que esse produto tem um fim...bem...ele não liga muito pra isso.


E o que mudou nos últimos anos foi a maneira como se encara a forma de fazer as coisas. Porque se percebeu que cada passo que damos causa um impacto na vida do planeta. Mais do que simplesmente perceber, começamos a ser cobrados por isso.


Começamos a ser cobrados por nós mesmos e a possibilidade de um futuro saudável e equilibrado, ao invés do caos de um “aquecimento global”, por exemplo. Nossos valores que sempre pesaram para o lado da sociedade começaram a pender também pro meio ambiente. Afinal, que ser humano sobrevive sem os recursos naturais?
Sabemos que temos muito a melhorar, mas são as pequenas ações que transformam os colaboradores! Vou dar alguns exemplos apenas para ilustrar como pode ser simples:


- Coleta Seletiva: você sabia que só no segundo semestre de 2008 a Besni enviou para reciclagem 25 toneladas de materiais? Isso porque nosso programa de Coleta Seletiva vai começar pra valer em abril/2009...


- Copos plásticos: você sabia que no período de 1 ano após a Besni fornecer Squeezes de alumínio para os colaboradores beberem água (no escritório), deixamos de utilizar em torno de 1milhão e meio de copinhos plásticos? É isso mesmo! Um milhão e meio de copos plásticos a menos no lixo!


Agora imaginem isso ampliado a todos os nossos colegas varejistas, atacadistas, no churrasco com a turma de fim de semana... é só fazer as contas.


E isso são ações mínimas, que com certeza serão ampliadas aos poucos...assim como a consciência de nossos parceiros, colaboradores e fornecedores. São os primeiros passos para uma mudança cultural na empresa.


E você? E sua empresa? O que tem feito para melhorar a vida no Mundo?

 

Entrega dos Squeezes na Semana da Água - 2008

 

Dinâmica "Gotas de Contribuição" - do Livro das Águas (WWF)

Utilizado na Besni para conscientização da Semana da Água - 2008

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Autor: raquel

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A viagem promocional - A Nova Iorque!

Londres, 20 de julho de 2008

De volta a Londres.

Limpeza do barco e novos eventos com patrocinadores. Aproveitamos para passear pela cidade e conhecer alguns pontos turísticos. Não gosto de Londres.

A decisão agora pesava entre retornar a Lorient, na França, ou partir para South Hampton, no sul da Inglaterra. O barco deveria passar por reparos e ficaria parado no estaleiro por cerca de um mês.

O controle do vazamento de água na garagem, o superaquecimento da sala de máquinas, trabalhos de marcenaria, o reforço da quilha, a revisão de todo o sistema hidráulico e a instalação de equipamentos de segurança estavam previstos no cronograma. Mike optou por South Hampton.

Partimos de Londres no dia 23 à noite. Vieram conosco Cathy e as filhas do Mike, e um novo integrante da tripulação, um suíço chamado Fritz, que atuaria como engenheiro do barco. A cabeleira de Fritz era impressionante.


Meu turno iniciou-se às 21 horas e passei boa parte do tempo conversando com o Mike a respeito do barco. Por volta de 23 horas, sozinho no cockpit, notei a presença de uma luz cintilante no mar. Chequei a carta náutica no computador, o radar e o GPS e não entendi de que se tratava.

Parecia um farol distante. Continuei no meu curso, com a distante luz no visual, sem entender bem o que estava acontecendo, pois notei que a nossa posição em um dos GPS mandava manter o curso, enquanto o outro informava que já havíamos passado daquele ponto e devíamos virar para o sul. De repente vi um flash de luz na proa seguido de um violento impacto!

Havíamos colidido com uma bóia de sinalização. Daquelas grandes. Embora o impacto tenha sido forte, o barco seguiu o curso. Mike e os outros surgiram assustados na cabine de comando, enquanto eu ainda tentava entender o que estava acontecendo. Uma rápida inspeção mostrou que estava tudo aparentemente em ordem, sem entrada de água no barco. Só então percebi que o GPS que envia informações para o computador estava desconectado.

Um perigo, confiar demais nos instrumentos de navegação. A luz que eu via no mar era a tal bóia de sinalização, que indica os bancos de areia da foz do Tamisa e que estava perfeitamente assinalada na carta náutica eletrônica. Com o GPS principal desconectado, o barco mantinha uma posição fixa no mapa, que eu acreditei ser a posição correta. Falha minha! Corrigi o curso e seguimos adiante.


De manhã, chegamos à Ilha de Wight, onde acontecia uma regata de veleiros clássicos.

Na Ilha de Wight fica localizada Cowes, uma charmosa cidade onde acontecem vários eventos relacionados ao esporte. Passamos direto e nos dirigimos à Hythe, na margem oposta a South Hampton, onde atracamos o barco ao estaleiro, localizado em uma antiga base naval americana.
South Hampton localiza-se no extremo sul da Inglaterra.

É um importante porto de passageiros, e foi de lá que partiu o Titanic, em 19.., para a sua trágica viagem inaugural. É também o porto do navio de passageiros Queen Mary 2.

Era uma quinta-feira e como o orçamento dos serviços seria realizado apenas no início da semana, decidimos passar o fim de semana em Cowes, onde ainda acontecia o evento de vela. Com o barco ancorado na baia, passeamos pela cidade, tomamos algumas cervejas, fizemos compras e no domingo à noite retornamos para o estaleiro.

O barco ficaria em reparos pelo período de um mês.

Então decidi retornar ao Brasil por duas semanas, para pôr a vida em dia...

Acompanhem nossas aventuras e desventuras a bordo do Pangaea!

Abraços,

Dr. Claudio

 

Fritz e sua cabeleira, na partida de Londres
Manejando o barco, agora com mais experiência!

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Autor: Pangaea

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