TRAGÉDIAS QUE SE REPETEM - Por Marina Silva

Fim de 2008, início de 2009, tragédia em Santa Catarina. Fim de 2009, início de 2010, tragédia no Rio de Janeiro. Não bastava um episódio tão doloroso? Não teria sido possível evitar as proporções terríveis do segundo?

O mais dramático nesses e em tantos outros casos é a repetição. Sugere inércia e uma irresponsabilidade insuportável que, passado o impacto inicial de vidas perdidas e a devastação de patrimônios tão duramente conquistados, retoma a rotina. E o discurso de que foi o excesso de chuvas a razão do desastre.

Áreas frágeis e não recomendadas para habitação continuam a ser ocupadas. Medidas preventivas permanecem sendo tomadas de maneira paliativa, com pouca verba, empenho e prioridade. Há iniciativas como o estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro sobre as vulnerabilidades do litoral do Estado às mudanças climáticas, mas sem consequências práticas.

As pessoas atingidas continuam a depender quase que unicamente do heroísmo de bombeiros, de grupos de defesa civil, de voluntários que, não raro, aparecem nos noticiários impotentes diante da desproporção entre suas forças e a enormidade da perda e da dor.

Não sei o que se pode dizer aos familiares e amigos das vítimas das chuvas e deslizamentos, mais do que foi dito às vítimas de Santa Catarina. As catástrofes causadas pelo mortífero tripé -chuvas fortes, encostas instáveis e construção em áreas inadequadas- só mudam de lugar. O que parece não acontecer é uma intervenção no único vetor do qual temos controle: o uso e ocupação das áreas.
Sei por experiência própria o que é a perda radical, como a que acontece quando uma correnteza avassaladora invade a casa, leva as pessoas e desmonta o nosso mundo.
Não há nada a fazer, a não ser tentar salvar-se e a quem esteja ao alcance da mão. Tudo tão brutal que muitas vezes nem as lágrimas acodem.

John Owen (1616-1683), pastor e teólogo, dizia que os pregadores precisam "experimentar o poder da verdade que pregam em e sobre suas próprias almas". Quem não sente a alma incomodada pelo calvário daqueles que são atingidos de maneira frontal -e, na maioria das vezes, evitável- pelos fenômenos naturais não tem sensibilidade suficiente para mitigá-lo.

Não é justo, não é aceitável que a cada ano mais pessoas passem por tal experiência limite, quando se sabe que é possível fazer mais.

A melhor homenagem às vítimas é lutar para construir e instituir, até porque a tendência é aumentar a ocorrência dos fenômenos climáticos que agravarão ainda mais esse tipo de catástrofe, o que já deveria ser um pleno e efetivo direito da sociedade: a segurança ambiental. 
 

Imagem: Don´t take this PERSONALLY by Donald Sart

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É a treva: rumo ao desastre - Por Leonardo Boff

Uma jovem e talentosa atriz de uma novela muito popular, Isabelle Drummond, sempre que fracassam seus planos, usa o bordão:”É a treva”. Não me vem à mente outra expressão ao assistir o melancólico desfecho da COP 15 sobre as mudanças climáticas em Copenhague: é a treva!  Sim, a humanidade penetrou numa zona  de treva e de horror. Estamos indo ao encontro do desastre.  Anos de preparação, dez dias de discussão, a presença dos principais líderes políticos do mundo não foram suficientes para espancar a treva mediante um acordo consensuado de redução de gases de efeito estufa que impedisse chegar a dois graus Celsius. Ultrapassado esse nível e beirando os três graus, o clima não seria mais controlável e estaríamos entregues à lógica do caos destrutivo, ameaçando a biodiversidade e dizimando milhões e milhões de pessoas.

O Presidente Lula, em sua corajosa intervenção no dia mesmo do encerramento, 18 de dezembro, foi a único a dizer a verdade:”faltou-nos inteligência” porque os poderosos preferiram barganhar vantagens a salvar a vida da Terra e os seres humanos. Obama não trouxe nada de novo. Foi imperial, ao impor minuciosas condições aos pobres.

Duas lições se podem tirar do fracasso em Copenhague: a primeira é a consciência coletiva de que o aquecimento é um fato irreversível, do qual todos somos responsáveis, mas principalmente os paises ricos. E que agora somos também responsáveis, cada um em sua medida, pelo controle do aquecimento para que não seja catastrófico. Depois de Copenhague mudou a consciência coletiva da humanidade. Se irrompeu essa consciência por que não se chegou a nenhum consenso?

Aqui surge a segunda lição que importa tirar da COP 15 em Copenhague: o grande vilão é o modo de produção capitalista, mundialmente articulado, com sua correspondente cultura consumista. Enquanto for mantido, será impossível um consenso que coloque no centro a vida, a humanidade e a Terra. Para ele o que conta é o lucro, a acumulação privada e o aumento de poder de competição.  Faz tempo que ele distorceu a natureza da economia como técnica e arte de produção dos bens necessários à vida. Ele a transformou numa brutal técnica de criação de riqueza por si mesma sem qualquer outra consideração. Essa riqueza nem sequer é para ser desfrutada mas para produzir mais riqueza ainda, numa lógica obsessiva e sem freios.

Por isso, ecologia e capitalismo se negam frontalmente. Não há acordo possível.O discurso ecológico procura o equilíbrio de todos os fatores, a sinergia com a natureza e o espírito de cooperação. O capitalismo rompe com o equilíbrio ao sobrepor-se à natureza, estabelece uma competição feroz entre todos e pretende tirar tudo da Terra, até extenuá-la. Se  assume o discurso ecológico é para ter mais ganhos

Ademais, o capitalismo é incompatível com a vida. A vida pede cuidado e cooperação. O capitalismo sacrifica vidas, cria trabalhadores que são verdadeiros escravos “pro tempore” e pratica trabalho infantil  em vários paises.

Os negociadores e os líderes políticos em Copenhague ficaram reféns deste sistema. Esse barganha, quer ter lucros, não hesita em pôr em risco o futuro da vida. Sua tendência é autosuicidária. Que acordo poderá haver entre o lobo e o cordeiro, quer dizer, entre a natureza que grita por respeito e aquele que a devasta sem piedade?

Por isso, quem entende a lógica do capital, não se surpreende com o fracasso da COP 15. O único que ergueu a voz, solitária, como um “louco” numa sociedade de “sábios”, foi o presidente Evo Morales, da Bolívia: “Ou superamos o capitalismo ou ele destruirá a Mãe Terra”.

Gostemos ou não gostemos, esta é a pura verdade. Copenhague tirou a máscara do capitalismo, incapaz de forjar consensos porque pouco lhe importam a vida e a Terra mas antes as vantagens e os lucros materiais.

 

Ilustração por ~xtra-large (18/02/2008)

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Antártica

Pela manhã, partimos novamente, dessa vez em direção à Ilha Deception, localizada a meio caminho entre a Ilha Trinity e a Ilha King George. A ilha Deception é uma ilha vulcânica em forma de anel, com uma pequena abertura por onde sopram ventos violentos, que dificultam a entrada na baía. À esquerda de quem entra na no canal, notam-se os restos do naufrágio do baleeiro inglês Southern Hunter, que afundou ali em 1957.

A ilha caracteriza-se por suas praias negras de pedras vulcânicas e pelas diversas estações baleeiras abandonadas. No período de 1906 a 1930 foi o porto de processamento de milhares de baleias caçadas na região. A atividade baleeira diminuiu a partir da década de 30 com a queda do preço do óleo de baleia e com o surgimento de novas tecnologias de processamento de carcaças. A intensa atividade vulcânica da ilha, com erupções violentas entre 1967 e 1970, causando a destruição de algumas bases, forçou a evacuação definitiva da ilha.

Chegamos à tarde na Ilha Deception, ancoramos o barco na Baía dos Baleeiros e desembarcamos.  Caminhando pelas areias negras, encontram-se remanescentes dos tanques de processamento, ossos de baleias, pequenos barcos baleeiros encalhados, um cemitério e alguns pingüins e focas. 

Na beira do mar, logo abaixo da areia, brota água termal com temperatura acima de quarenta e cinco graus. Com apenas alguns metros de diferença, pode-se tomar um banho gelado na água do mar e um banho escaldante nas águas termais. E foi o que fizemos no dia seguinte.

Da Ilha Deception, partimos no dia 25 de outubro, pois no dia 26 os jovens exploradores retornariam para Ushuaia de avião. Na manhã do dia seguinte, ancoramos na Baia Ardley, na ilha King George. Nessa ilha está localizada grande parte das bases de pesquisa dos países do Tratado Antártico. É lá que fica a base brasileira Comandante Ferraz, que não tivemos a oportunidade de conhecer.

O aeroporto fica próximo à base chilena Puerto Bahia Fildes. Na realidade é apenas uma pista de pouso semi-congelada, que recebe vôos fretados do continente sul-americano. Ao lado da base chilena fica uma base de pesquisas russa. O convívio entre os habitantes das bases é cooperativo e pacífico. Nas duas bases fomos bem recebidos, como costumam ser todos os eventuais visitantes. Na base russa, compramos gasolina para o inflável e com os chilenos, visitamos uma colônia de pinguins onde são conduzidos experimentos científicos.

No avião em que partiram os jovens YEP, chegaram convidados para outro evento promocional do champanhe Mumm, que duraria dois dias. Partimos da ilha King George com 25 pessoas a bordo e retornamos para Deception Island e para Charcot Bay. Retornamos na manhã do dia 28, esperando ansiosos por um barco só nosso, pois a vida estava complicada com tanta gente zanzando a bordo!

Um problema inesperado! O tempo fechou e a previsão era de que o avião só poderia buscá-los dali a dois ou três dias. Com os convidados angustiados e a tripulação aflita, Mike decidiu promover uma inesperada festa a bordo. Todo o estoque de bebidas alcoólicas foi consumido e nos divertimos o suficiente para esquecer de que talvez tivéssemos que conviver como sardinhas em uma lata por alguns dias. Felizmente, na manhã do dia 28, uma janela de bom tempo permitiu que o avião retornasse para buscá-los. 

Agora começará a grande aventura do Mike. Acompanhe os capítulos seguintes…


Saudações, Claudio

Baleeira enterrada em areia vulcanica

 

Um banho nas águas termais da Ilha Deception

 

A Partida dos YEP

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Tsunami de Lixo

 

Bom, uma imagem vale mais que mil palavras. São Paulo hoje está embaixo de água e muito lixo, tanto é que os rios - maiores vítimas - não aguentaram e transbordaram, transformando a rotina de milhares em um caos. Mas de quem é a culpa mesmo?

Como o Besni Sustentável já postou uma matéria sobre a relação entre enchente x lixo x sacolas plásticas, fica esse recado postado no twitter pelo Mauricio de Souza - criador dos personagens da Turma da Mônica, incluindo o desenho acima.

Porque devemos pensar com muita clareza qual é o futuro que queremos deixar para nossas crianças!

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Dica Besni Sustentável - BREXOTE

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Instituto Movere promove I Workshop sobre Obesidade Infanto-Juvenil

O Besni Sustentável apóia o trabalho social do Instituto Movere através do FUMCAD (Fundo Municipal da Criança e do Adolescente). Atentem-se à agenda!

O Instituto Movere anuncia a I edição do Workshop “Compartilhar para se ter mais Saúde”. Voltado para profissionais de saúde, professores de educação física, psicólogos, educadores, representantes governamentais, empresas e sociedade como um todo, a iniciativa visa debater a questão da Obesidade. O evento ocorrerá no dia 9 de dezembro de 2009, no plenário da Fecomércio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

O objetivo é criar um espaço para discutir as políticas públicas, o panorama da obesidade do Brasil e no mundo, as repercussões a curto e longo prazo do tratamento, iniciativas realizadas na comunidade e nas escolas e cases de sucesso de pacientes.

Segundo Vera Lúcia Perino Barbosa, Presidente do Instituto Movere, “a obesidade se tornou um dos maiores problemas de saúde pública no país. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que 30% das crianças estejam hoje com sobrepeso e metade delas seja obesa”.

Dessa forma, o intuito é sensibilizar a comunidade sobre a importância do tema, discutir a prevenção da obesidade e suas conseqüências, projeção futura da causa no país e relatos dos familiares sobre a dificuldade da mudança dos hábitos alimentares e a superação de seus filhos com o programa realizado no Instituto Movere.

Entre os palestrantes confirmados, estão Ricardo Montoro, Presidente da Secretaria de Participação e Parceria do Município de São Paulo, Ricardo Augusto Yamasaki, Presidente da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB Ipiranga e Dirigente da Assessoria de Defesa da Cidadania da Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania, Prof. Dr. Osmar Monte, Médico Chefe - Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Professor Adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Dr. João Eduardo Nunes Salles, Professor da Faculdade de Ciências Médica Santa Casa de São Paulo e 1º Secretário da ABESO(Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), Vera Lúcia Perino Barbosa, Presidente do Instituto Movere e Mestre em Ciências na Saúde-Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP e Doutora em Ciências na Saúde - Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Além disso, as empresas Nestlé e Marsh são as oficiais patrocinadoras do evento e a Danone é a oficial apoiadora.

O evento é gratuito, mas é necessário fazer a inscrição pelo site: http://www.institutomovere.org.br/compartilhar/, até dia 4 de dezembro.

Agenda:
Local: Fecomércio
Endereço: Rua Doutor Plínio Barreto, 285, sala Plenário, Bela Vista São Paulo
Data: 09/12/09
Horário: 8h30 às 18h


Sobre o Instituto Movere

Criado em 2004, o Instituto Movere é uma organização não-governamental, com uma missão desafiadora: prevenir e combater a obesidade em crianças e adolescentes carentes. Nascia o Instituto Movere de Ações Comunitárias. Atualmente, o Instituto Movere atende 92 crianças e adolescentes bem como a suas famílias. A seriedade e transparência do trabalho realizado pelo Instituto Movere o credenciou para receber o título de OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. A denominação, concedida pelo Ministério da Justiça, facilita parcerias e convênios com todos os níveis de governo, órgãos públicos e empresas privadas.


 

Cozinha Esperimental - Instituto Movere

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Ilha Trinity

Em 21 de outubro chegamos à ilha Trinity, na Península Antártica. Fiz o meu turno na madrugada, da meia-noite às três da manhã, na expectativa de encontrar os primeiros icebergs que não apareceram. A travessia do Drake foi extremamente tranqüila, ao contrário do que contam os livros de travessias Antárticas. O Drake ou a passagem de Drake é o pedaço de mar que fica entre a Terra do Fogo e a Península Antártica, onde se encontram os oceanos Atlântico e Pacífico. Essa região é conhecida pelos fortes ventos e pelas freqüentes tempestades.

Hoje, graças à tecnologia de transmissão de dados via satélite, tem-se a previsão do tempo e das condições de mar e do vento, atualizadas com grande precisão. Uma viagem entre os continentes pode ser programada entre janelas de mau tempo.

Acordei por volta de 10 horas da manhã, com o ruído de um forte impacto no casco do barco. Achei que fosse o Mike, brincando de quebrar icebergs. Outros impactos ocorreram depois do primeiro. Saí da cabine, subi ao convés e tive a primeira visão do continente branco. E percebi um alvoroço anormal nas pessoas que estavam no convés. O barco estava encalhado!

Na tentativa de encontrar um bom ancoradouro, Nick, o capitão, levou o barco para uma área onde a profundidade não passava dos dois metros, encostando o casco do barco no fundo pedregoso da baia.  As primeiras tentativas de voltar atrás apenas pioraram a situação e para complicar, a maré estava vazando. Foram cerca de três horas de tentativas, até perceber que teríamos que esperar pela próxima maré cheia, o que ocorreria apenas na manhã do dia seguinte. 

O veleiro encalhado foi amarrado às pedras a cerca de trezentos metros do ponto de encalhe. Em seguida, Robert e Mike saíram como bote inflável para procurar um canal que permitisse a retirada do barco daquele local na maré alta. Com o intuito de aliviar o peso do barco, descarregamos cerca de duas toneladas de material que foram levados a uma ilhota próxima, onde fica uma cabana abandonada, de bandeira argentina, e uma colônia de pingüins. Um trabalho danado, pois toda a carga pesada do barco foi descarregada.

Na manhã do segundo dia, acordamos na expectativa da chegada da maré alta, quando tentaríamos desencalhar o barco. Por volta de 10 horas da manhã, com os motores acionados e tracionando os cabos amarrados à ilhota com o auxílio das catracas hidráulicas, conseguimos fazer o barco flutuar de volta para o canal. Um grande alívio para todos nós. Não notamos danos significativos no barco, a não se por alguns dentes nos hélices. Contornamos a ilhota pelo canal e ancoramos do outro lado em uma profundidade de 20 metros. E então passamos boa parte do dia trazendo de volta para o barco, todo o material que havia sido descarregado.

Passamos essa noite na Ilha Trinity, ancorados na baía, com ventos de cerca de 30 nós e uma tempestade de neve, realizando turnos para antecipar qualquer movimentação anormal do barco. Na manhã do dia seguinte, partimos para a Baía Charcot, na Península Antártica, onde seria realizada a primeira expedição dos jovens exploradores.

Jean-Baptiste Etienne August Charcot (1867-1936) foi um médico francês, que fez diversas incursões à Antártica no início do século passado. Como explorador pioneiro, nomeou diversas ilhas, baías e portos no oeste da Península Antártica. Morreu em 1936, quando o seu barco naufragou na distante costa da Islândia durante uma violenta tempestade.

No fim da tarde do mesmo dia, Mike e os jovens exploradores, Henry, Vincent, Nora, Maria, Caroline e Alexandra, acompanhados dos guias de montanha e dos fotógrafos escalaram uma colina na encosta da baía, montaram acampamento e dormiram em barracas. Nós permanecemos no barco, ancorado na baía, realizando turnos durante a noite.

E aguardamos a manhã seguinte para seguir viajem.

Aguardem mais aventuras aqui no Blog Besni Sustentável!

Até lá!

Claudio

 

Na Ilha dos Pinguins, com o barco encalhado de fundo

Baia Charcot, coalhada de gelo

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Projeto CEU e Água - Novos nadadores para 2016!!!

Do site Planeta Sustentável

Parceria entre Sabesp e Prefeitura de São Paulo revelará novos talentos olímpicos em 44 Centros Educacionais Unificados da cidade. Os futuros esportistas serão treinados no Clube Pinheiros. As inscrições para participar vão até o dia 25 de novembro

"Essa garotada que está aqui vai dar muito que falar. Eles têm muito de Cielo [Cesar] e Poliana [Okamoto] escondidos aqui". Foi com essa afirmação que o presidente da Sabesp deu o pontapé inicial no Projeto Olímpico CEU e Água, na última quarta-feira (11), na comunidade Paraisópolis, zona sul da capital paulista.

Com investimento de R$ 1,2 milhão e apoio dos nadadores Cesar Cielo e Poliana Okamoto, os alunos de 44 CEUs (Centro Educacional Unificado) serão escolhidos em competições, a partir de dezembro, para serem treinados no Pinheiros, clube do atleta. “Esse tipo de iniciativa é o que a gente precisa. Quem sabe não saia daqui um, mas dois, três ou quatro campeões?”, disse o Cielo.

Emocionada, a campeã mundial de maratonas aquáticas elogiou o projeto. “Essa parceria vai dar oportunidade às crianças de fazer um bom trabalho e brilhar lá fora”. O governador José Serra destacou a importância de envolver as crianças dos CEUs. “Não se trata apenas de treinar atletas olímpicos, mas difundir e multiplicar atividades esportivas."

Podem participar alunos que praticam aulas de natação. As regras serão divulgadas até o dia 25 no site da Sabesp.

Cesar Cielo é um dos atletas que apoiam a iniciativa

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Autor: raquel

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Novos Valores, Nova Empresa, Nova Sociedade

Por Janaina Nogueira Muller da Revista Envolverde

 

As Nações Unidas, em enquête recente, através do Programa das Nações Unidas (PNUD), inquiriram mais de 500 mil brasileiros sobre o que seria necessário para mudar no Brasil, para se ter um país melhor.

Segundo o PNUD, dentre os 500 mil que contribuíram com o projeto Brasil Ponto a Ponto, estão moradores dos maiores municípios brasileiros e dos dez com menor IDH. Também participaram estudantes do ensino fundamental e médio, além de pessoas que deixaram sua resposta registrada no site da campanha, dos clientes das empresas TIM (telefonia) e Natura (cosméticos) e de quem se manifestou pelos sites dos canais de televisão MTV (cabo) e Globo. As empresas parceiras foram as responsáveis pelo grande número de participações obtido pela consulta, diz Comim. A organização da Brasil Ponto a Ponto esperava, inicialmente, 50 mil respostas.

Anseios por honestidade, paz, não discriminação e violência contra a pessoa foram os mais apontados. Como as respostas eram abertas, ficou evidente a preocupação da sociedade com a reestruturação dos valores do homem contemporâneo.

Os valores da humanidade se manifestam como uma crise mundial que, sob a forma do desemprego forçado, pobreza, doenças, perversões, famílias desestruturadas, provocam esse olhar crítico sob si mesma.

Como CRISE estaremos privilegiando as definições de uma “fase difícil, grave, na evolução das coisas, dos fatos e das idéias” ou, especificamente, como “situação grave em que os acontecimentos da vida social, rompendo padrões tradicionais, perturbam a organização de alguns ou de todos os grupos integrados na sociedade”

Por isso que tentar obter uma visão de conjunto sobre o que na verdade está acontecendo, não é somente algo atual, mas indispensável para a construção de uma sociedade sustentável.

Após todas essas décadas, em que diversos valores foram transformados, novas necessidades surgiram. São conflitos  religiosos e territoriais que marcaram a construção dessa sociedade. E o conceito de sustentabilidade vem para se tornar um marco desse milênio, o nome dessa nova era.

Quando há dez anos começamos a trabalhar junto às empresas o conceito de Responsabilidade socioambiental, discutir a importância da sociedade civil organizada como atores transformadores de uma sociedade, da necessidade de estreitamento das relações intersetoriais ( governo, sociedade organizada e empresas) visando um mercado fortalecido através das relações responsáveis e comprometidas com o meio ambiente, fomos chamadas de utópicas.

Segundo os dicionários, o "utopismo" consiste na idéia de idealizar não apenas um lugar, mas uma vida, um futuro, ou qualquer outro tipo de coisa, numa visão fantasiosa e normalmente contrária ao mundo real. O utopismo é um modo não só absurdamente otimista, mas também irreal de ver as coisas do jeito que gostaríamos que elas fossem.

Estavam errados, porque as idéias que soavam utópicas há décadas, passaram atualmente a ser debatidas com seriedade pela sociedade, empresas e governo. O fortalecimento das relações intersetoriais, do novo papel social das empresas na construção de um mundo mais justo, é cada vez mais latente.

Observamos um fenômeno econômico global, em que são inseridos novos indicadores à frente do Mercado Ético, uma plataforma multimídia que dissemina informações sobre investimento verde e responsabilidade social.

Essa nova era está marcada pelo desafio diário dessas pessoas em repensar a formas de se fazer negócio, de construir novas relações e buscar soluções conjuntas para problemas comuns, disseminar um comportamento ético e transparente com todos.

Acredito em um mercado fortalecido através das relações responsáveis e comprometidas com o meio ambiente e uma sociedade mais justa e igualitária, será inevitável.

As empresas que não aderirem rapidamente a esse novo modelo, ou não perceberem que os valore estão dentro da expectativa da e seus consumidores, não dentro de meras campanhas publicitárias, não sobreviverão a essa nova era.

A Besni caminha em rumo à uma Sustentabilidade que não é mais utópica, mas real e necessária para a vida humana. Estamos apenas dandos os primeiros passos, mas o rumo, o objetivo já estão bem certos em nossos valores.

Acreditamos que "Preservar nunca sai de moda", mas muito mais que isso: a vida (justa, saudável, pacífica) nunca vai sair de moda!

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Fabricantes de Calçados contra o Desmatamento da Amazônia!

Com informações Do UOL Meio Ambiente

A Timberland, fabricante de calçados, anunciou que não vai mais utilizar couro proveniente de animais criados em áreas recém desmatadas na Amazônia. A nova política de compra de couro da empresa exclui a compra de gado criado em áreas desmatadas depois de julho de 2006. Medida semelhante foi divulgada cerca de uma semana antes pela Nike, outra gigante do setor.

A decisão das empresas foi tomada após a publicação do relatório "A Farra do Boi na Amazônia", pelo grupo ativista Greenpeace. Lançado em junho, o levantamento aponta a relação entre empresas frigoríficas envolvidas com desmatamento ilegal e trabalho escravo e produtos de marcas reconhecidas, vendidos no mercado internacional.

No relatório, o Greenpeace demonstrou como o couro de áreas desmatadas no sul do Pará entra na cadeia de custódia da Timberland, passando por curtumes na China.

O compromisso anunciado nesta terça-feira (28) pela Timberland é extensivo aos fornecedores, que terão até 2009 para anunciar publicamente que também adotaram a moratória.

Esse é um passo importante para empresas como a Besni, que estão na ponta do processo e ainda iniciando o caminho da Sustentabilidade!

E seguimos em frente!

Besni Sustentável - Preservar nunca sai de moda

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Autor: raquel

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