Social Silício (latim: silex, ou "pedra dura")

Da Rede Brasileira de Informação Ambiental - REBIA

Muito se fala em responsabilidade ambiental. Consumo consciente. Cálculos e mais cálculos são feitos, refeitos e disseminados. Escolha a pedra e a vidraça: Setor de florestas plantas, celulose e papel, produtos eletrônicos, indústria da carne, produtores de energia, de combustível; culpe os cadáveres e as valas.

Somos produtores de impacto ambiental. O que fazemos, na melhor das hipóteses, é encontrar a maneira possível de lidar com os resíduos que geramos e não apenas empurrá-los para debaixo do tapete.

Se usamos papel, ele vem de florestas plantadas para este fim. Todo o processo é rastreável. Se tomamos sorvete, devemos lembrar que nele há celulose solúvel, assim como em outros alimentos. Se usamos tencel, devemos lembrar que ali naquela estrutura de vestiário há eucalipto. Se conhecemos em nosso cotidiano absorvente e fraldas descartáveis, devemos lembrar que nestes produtos há celulose.

Se utiliza papel reciclado, sabe o custo altíssimo para sua produção? E que a matéria-prima para produção de papel reciclado é a fibra virgem? O papel original?

Se usamos roupas de algodão, imagine só de onde vem? Plantios comerciais. Monocultura. Em uma sociedade cada vez mais urbana, os alimentos que compõem nossos pratos e os produtos que estruturam nossos lares e guarda-roupas provêm de indústrias que precisam de matéria-prima em larga escala. Como obter? Come carne? Come hortaliças? Onde são cultivadas?

As pesquisas desenvolvidas em universidades e empresas buscam encontrar matrizes energéticas limpas e viabilizar o custo para disseminar sua utilização. Processos são constantemente readequados para garantir a famigerada sustentabilidade. O homem está em busca da harmonia que havia no Éden. Após a queda, em virtude do pecado, o ser humano oscila entre buscar voltar ao ventre (barro e sopro) do criador ou estabelecer a própria Terra do nunca.

Você usa algum eletrônico? Ou sua vida, de certo modo, passa pela dependência de algo eletrônico? (não vale esquecer sistema Bancário). Vi recentemente uma atualização de uma matéria antiga. O que fazer com o lixo eletrônico? Parecia mais uma frase de música pop. Uma pedra dura no sapato social, o sílex, ou silício é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, componentes semicondutores. Muito usado na produção de ligas metálicas, ele é material básico na produção de chips; ou seja, é muito importante para indústria eletrônica e microeletrônica. A obtenção dele na natureza causa um super impacto (processo siderúrgico), mas e sua funcionalidade, aplicabilidade? Ele representa mais da quarta parte da crosta terrestre e é o segundo elemento mais abundante. (perde pro tão contaminado oxigênio)

Antes de vestir a camisa e hastear a bandeira ativista de ambientalistas (de onde vem os recursos, objetos e produtos dos ambientalistas?) deve-se pensar no impacto ambiental que causamos só de simplesmente existir. Comer digerir e defecar.

Nossos processos de comunicação precisam amadurecer. Como fazer uma coisa economicamente viável e socialmente interessante sem “agredir” o meio ambiente? Ser responsável e consciente ao consumir e produzir. Sabedoria e não radicalismo.

Don’t look back in anger.

Lembrei de mais coisas, mas... Minha cabeça agora está doendo. Tomo um chá ou comprimido?

Muitas vezes olhamos para cima e nos maravilhamos com as luzes, pensando estar vendo um lindo céu estrelado. Na verdade, podemos estar dentro de uma caverna, olhando o rabo luminoso de larvas (Arachnocampa) que produzem um tipo de seda. O brilho como isca, a seda como arma.

Todos os dias, Deus nos dá aulas práticas sobre os assuntos elementares que tentamos tratar nas ciências sociais, físicas e tantas outras.

Material didático: a Bíblia.

Permita-se

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Autor: raquel

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Vila japonesa encara lixo zero

Por Carolina Derivi do blog Eco Balaio 

No meio de tanta decepção com os prognósticos de Belo Monte e da COP16 esta semana, achei melhor espantar a ôia ruim e contar uma história inspiradora. Os 2 mil moradores de Kamikatsu, no Japão, se lançaram a um “experimento ecológico inédito”, como diz o jornal The Guardian: ser a primeira comunica japonesa livre de lixo.

Desde que a política de lixo zero foi aprovada, em 2003, Kamikatsu já atingiu 80% de reciclagem do total de resíduos gerados. Ainda não é a meta final, que tem prazo par ser atingida em 2020, mas já um baita resultado. Especialmente se a gente levar em conta o trabalhão que foi imposto aos moradores...

Se você tem preguiça de reciclar o seu lixo, olha só o que essas pessoas fazem: todo o lixo tem de ser muito bem lavado e separado em 34 categorias. Papéis, como revistas e jornais velhos, tem de ser empilhados e acomodados em caixas feitos com embalagem de leite. Garrafas precisam ser separadas por cor, e aquelas que continham molho de soja ou óleo de cozinha devem ser separadas das demais. E tem muito mais regras.

Nada de coleta na porta de casa. Cada um é responsável por levar o seu lixo à estação de reciclagem. Quem sai da linha recebe um “firme porém educado” puxão de orelha dos voluntários que trabalham na estação.

A recomendação geral é não consumir o que não pode ser reciclado e 93% das casas têm composteiras para o lixo orgânico. Os 20% de lixo que ainda sobram são acomodados na lojinha da estação e quem quiser reaproveitar alguma coisa pode levar pra casa de graça. Baterias são despachadas para outra cidade que faz a reciclagem e o que não tem jeito mesmo é incinerado.

O que eu acho incrível, e isso valeria para qualquer lugar do planeta, é a disposição em concordar coletivamente com um sacrifício em nome do bem-estar coletivo. Nada da ojeriza à inconveniência inexorável a todos nós. Em algum lugar do Japão tem um punhado de pessoas que parecem que não são desse mundo.

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Devemos Alimentar os Pombos?

Por Revista Superinteressante

Não. E dessa vez nossa resposta foi direta por um motivo simples: pombos são agentes transmissores de mais de 20 doenças. A mais grave delas, a criptococose, mata 30% em casos de diagnósticos tardios. Por isso, especialistas recomendam o uso de luvas e máscara na hora de limpar forros, telhas e calhas ou qualquer outro lugar com acúmulo de fezes de pombos - e os dejetos devem ser umedecidos antes de recolhidos, para evitar a inalação de fungos.

Ok, pombos são realmente "ratos com asas", expressão popularizada pelo ex-prefeito londrino Ken Livingstone. Então, como se livrar deles? Pior que não adianta sair matando - até porque toda e qualquer tentativa de agressão aos pombos pode configurar crime ambiental, de acordo com a Lei Federal n° 9605, de 1998. Como explica a veterinária Carla Molento, da UFPR, se forem exterminados 10 em cada 100 pombos de uma população, há uma acomodação - aqueles que iam morrer de fome, frio ou doenças sobrevivem, e a população permanece estável. Matar pombos em Copacabana só vai ajudar os de Ipanema.

Contra pombos, melhor que o ódio é a indiferença. "É preciso que a população seja esclarecida sobre os riscos de alimentar essas aves e, em consequência disso, reprima quem distribui alimentos para elas. Só cessando essa distribuição é possível controlar o número de pombos em uma região", explica Molento. Ou seja: sinta-se livre para reprimir quem espalha migalhas pela vizinhança.

ORA, POMBAS

Pelo mundo, algumas estratégias para lidar com as aves:

ONDE: São José do Rio Preto, SP.

AÇÃO: quem for flagrado dando comida às aves nas vias públicas poderá ser multado.

ONDE: Helsinque, Finlândia.

AÇÃO: placas de aviso em toda a cidade desencorajam turistas a dar comida aos pombos.

ONDE: Veneza, Itália.

AÇÃO: é proibido jogar arroz nos noivos em festas de casamentos, principalmente na tradicional praça de São Marco.

ONDE: Londres, Inglaterra.

AÇÃO: monumentos eletrificados. O pombo que tentar se aliviar na estátua de Winston Churchill vai levar um choque.

Fontes Arif Cais, zoólogo do departamento de zoologia e botânica da Unesp de São José do Rio Preto/SP; Carla Forte Maiolino Molento, veterinária da UFPR; Fernando da Costa Ferreira - diretor do Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura do Rio de Janeiro; Flávio de Queiroz Telles Filho - médico infectologista da UFPR; e Margarete de Almeida Gottardo de Almeida, microbiologista da Famerp.

Foto: DeviantArt by ~1perfectmind

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Sacolas Plásticas - como viver sem elas / Por Erich Burger

A onda de preservação ambiental transformou as sacolas plásticas em ícone de atitude consciente. Recusar as tão populares sacolinhas no caixa do surpermercado virou sinônimo de comprometimento e empenho em salvar o planeta.

Entretanto, muitas das pessoas que adotam esse comportamento se veem as voltas com a questão do descarte do lixo doméstico entre outras funcionalidades normalmente atribuidas às sacolas plásticas.

Como descartar o lixo doméstico se não houver saquinho nas lixeiras? Essa é uma questão delicada e que não possui uma resposta definitiva, pelo menos por enquanto. O que temos na verdade são alternativas para reduzir o consumo, enquanto medidas substitutas não estão disponíveis no mercado.

Trata-se de uma questão de demanda, reduzir a quantidade de sacolas plásticas consumidas, desperdiçadas e enviadas aos aterros. O maior problema causado pelas sacolas está relacionado ao lixo. Milhões de sacolas são enviadas diariamente aos aterros como se fossem embalagem para lixo.

O que acontece é que as sacolas impedem a degradação natural do lixo e impermeabilizam o solo, formando uma grande montanha que irá demorar séculos e séculos para se degradar. Os efeitos dessa montanha de lixo são vários, todos prejudiciais ao meio ambiente. Nossa missão será então reduzir ao mínimo possível a quantidade de lixo que cada um de nós envia para esses depósitos.

Como fazer?  A primeira dica é reciclar, muito. Quanto mais você reciclar, menor será a quantidade de resíduos descartados na lixeira dos não recicláveis, aqueles que vão para aterro. Por isso, recicle todo e qualquer resíduos sólido, mesmo aqueles que você tem dúvida ou que se dizem não recicláveis. O mehor critério para acabar com as dúvidas é o do lixo seco e lixo úmido. Os secos são recicláveis, os úmidos não. Mas veremos mais a frente que podemos transformá-los em adubo, ou seja, reciclá-los.

Exercitando bem essa separação, cerca de 70% do volume de lixo gerado em sua casa já será desviado dos aterros e sua necessidade de consumir sacolas plásticas para o lixo reduzirá na mesma proporção.
Use sacos grandes para os recicláveis, recomendo os de 100 ou 200 litros.

Se 70% dos resíduos deixaram de ir para o lixo, temos agora que resolver os outros 30% que correspondem aos resíduos orgânicos e não-recicláveis.

Se você adotar um sistema de compostagem, grande parte desse volume poderá ser transformado em adubo. Para isso, o mais indicado são os minhocários domésticos, que podem ser mantidos em casa ou no apartamento e não representa uma mega revolução nos seus hábitos, apenas um pouco de disposição que com certeza será revertido em momentos de diversão. Se você tem crianças em casa, nem se fale, é uma mistura de aula de ciências, biologia, artes e outros assuntos.
Para isso leia o post anterior onde falei sobre as técnicas de compostagem doméstica.

Como nos minhocários não colocamos carnes e também não reciclamos alguns materiais como aqueles saquinhos de mostarda e catchup de lanchonete, esses são os que chamamos de rejeito e por isso vão parar nos aterros. É para eles que precisamos de saquinhos plásticos, muito menos do que precisavamos antes mas ainda necessários pois vão embalar inclusive o lixo de banheiro.

Se você adotar as recomendações desse post, poderá orgulhar-se de ser um cidadão modelo em relação aos resíduos que você gera. Como eu falei, não requer grandes revoluções, apenas prática e habilidade que virá com o tempo.

E com o tempo poderemos colocar o lixo de banheiro em saquinhos biodegradáveis, resolvendo de vez o problema em questão.

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A Páscoa da Terra Crucificada

Foto: Gitundei - DeviantArt

 Por Leonado Boff

A páscoa é uma festa comum a judeus e  a cristãos e encerra uma metáfora da atual situação da Terra, nossa devastada morada comum. Etimologicmente, páscoa significa passagem da escravidão para a liberdade e da morte para a vida. O Planeta como um todo está passando por uma severa páscoa. Estamos dentro de um processo acelerado de perda: de ar, de solos, de água, de florestas, de gelos, de oceanos, de biodiversidade e de sustentabilidade do própro sistema-Terra. Assistimos estarrecidos aos terremotos no Haiti e no Chile, seguidos de tsunams. Como se relaciona tudo isso com a Terra? Quando as perdas vão parar? Ou para onde nos poderão conduzir? Podemos esperar  como na Páscoa que após a sexta-feira santa de paixão e morte, irrompe sempre nova vida e  ressurreição?

Precisamos de uma olhar retrospectivo sobre a história da Terra para lançarmos alguma luz sobre a crise atual. Antes de mais nada, cumpre reconhecer que terremotos e devastações são recorrentes na história geológica do Planeta. Existe uma "taxa de extinção de fundo" que ocorre no processo normal da evolução. Espécies existem por milhões e milhões de anos e depois desparecem. É como um indivíduo que nasce, vive por algum tempo e morre. A extinção é o destino dos indivíduos e das espécies, também da nossa.

Mas além deste processo natural, existem as extinções em massa. A Terra, segundo geólogos, teria passado por 15 grandes extinções desta natureza. Duas foram especialmente graves. A primeira ocorrida há 245 milhões de anos por ocasião da ruptura de Pangéia, aquela continente único que se fragmentou e deu origem aos atuais continentes. O evento foi tão devastador que teria dizimado entre 75-95% das espécies de vida então existentes. Por debaixo dos continentes continuam ativas as placas tectônicas, se chocando umas com as outras, se sobrepondo ou se afastando, movimento chamado de deriva continental, responsável pelos terremotos.

A segunda ocorreu há 65 milhões de anos, causada por alterações climáticas, subida do nivel do mar e arquecimento, eventos provocados por um asteróide de 9,6 km caido na América Central. Provocou incêndios infernais, maremotos, gases venenosos e longo obscurecimento do sol. Os dinossauros que por 133 milhões de anos dominavam, soberanos, sobre a Terra, desapareceram totalmente bem como 50% das espécies vivas. A Terra precisou de dez milhões de anos para se refazer totalmente. Mas permitiu uma radiação de biodiversidade como jamais antes na história. O nosso ancestral que vivia na copa das árvores, se alimentando de flores, tremendo de medo dos dinossauros, pôde descer à terra e fazer seu percurso que culminou no que somos hoje.

Cientistas (Ward, Ehrlich, Lovelock, Myers e outros) sustentam que está em curso um outra grande extinção que se iniciou há uns 2,5 millhões e anos quando extensas geleiras começaram a cobrir parte do Planeta, alterando os climas e os níveis do mar. Ela se acelerou enormemente com o surgimento de um verdadeiro meteoro rasante que é o ser humano através de sua sistemática intervenção no sistema-Terra,  particularmente nos último s séculos. Peter Ward (O fim da evolução, 1977, p.268) refere que esta extinção em massa se nota claramente no Brasil que nos últimos 35 anos está extinguindo definitivamente quatro espécies por dia. E termina advertindo:"um gigantesco desastre ecológico nos aguarda".

O que nos causa crise de sentido é a exitência dos terremotos que destroem tudo e dizimam milhares de pessoas como no Haiti e no Chile. E aqui humildemente temos que aceitar a Terra assim como é, ora mãe generosa, ora madrasta cruel. Ela segue mecanismos cegos de suas forças geológicas. Ela nos ignora, por isso os tsunamis e cataclismos são aterradoras. Mas nos passa informações. Nossa missão de seres inteligentes é descodificá-las para evitar danos ou usá-las em nosso benefício. Os animais captam tais informações e antes de de um tsunami fogem para lugares altos. Talvez nós outrora, sabíamos captá-las e nos defendíamos. Hoje perdemos esta capacidade. Mas para suprir nossa insuficiência, está ai a ciência. Ela pode descodificar as informações que previamente a Terra  nos passa e nos sugerir estratégias de autodefesa e salvamento.

Como somos a própria Terra que tem consciência e inteligência, estamos ainda na fase juvenil, com pouco aprendizado. Estamos ingressando na fase adulta, aprendendo melhor como manejar as energias da Terra e do cosmos. Então a Terra, através de nosso saber, deixará que seus mecanismos sejam destrutivos. Todos vamos ainda crescer, aprender e amadurecer.

A Terra pende da cruz. Temos que tirá-la de lá e ressuscitá-la. Então celebraremos uma páscoa verdadeira, e nos será permitido desejar: feliz Páscoa.

 

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Cidade comemora 1 ano sem uso de Sacolas Plásticas!

 

 Por Romeu Scirea Cilio, especial para o Instituto Akatu

Há mais de cinco anos a empresária e dona de casa Cira Moschetta carrega sua sacola retornável sempre que vai fazer compras e recusa sacolas plásticas. Ela conta que sua atitude isolada já foi motivo de gozação e brincadeiras entre amigos que viam em sua ação uma utopia, pois para eles, as pessoas jamais abandonariam as sacolas plásticas. “Nos mercados, os pacoteiros achavam muito estranho eu chegar com minha própria sacola”, revela Cira, moradora de Xanxerê, município com cerca de 40 mil habitantes, no Oeste de Santa Catarina.

Em abril de 2009, uma campanha pelo uso de sacolas retornáveis foi adotada por supermercadistas de Xanxerê, cidade que, desde então, acabou com o fornecimento gratuito de sacolas plásticas aos clientes. Quase um ano depois, dados levantados pelos supermercadistas da cidade apontam que nos sete maiores supermercados da cidade o consumo de sacolas plásticas baixou de 1 milhão para 150 mil unidades por ano.

Tudo começou quando um vídeo postado no Youtube denunciou uma grave agressão ao meio ambiente como resultado do uso excessivo e descarte incorreto de sacolas plásticas: um lixão de sacolas e outros objetos plásticos tomavam parte do Oceano Pacífico.

Ao assistirem ao filme, cerca de dez proprietários de mercados de Xanxerê – pólo do comércio da região do Alto Irani com cerca de 130 mil habitantes distribuídos em 14 municípios – decidiram agir e propuseram uma arriscada troca aos consumidores. Ao invés de receber a sacola plástica gratuita, todos deveriam comprar sacolas feitas com tecido que seriam vendidas nos mesmos supermercados a preço de custo. Os consumidores tinham ainda a opção de levar suas compras em sacolas plásticas recicláveis, vendidas por R$ 0,50 o pacote com cinco unidades. Xanxerê estava prestes a se tornar a primeira cidade do Brasil a abolir as sacolas plásticas nos mercados

A campanha foi anunciada em folhetos entregues nos caixas dos mercados em outubro de 2008, para ser lançada oficialmente em abril de 2009. A iniciativa contou com divulgação nas três emissoras de rádio, uma de televisão e nos jornais.

Nos primeiros dias sem sacolas gratuitas nos mercados, foram muitas as reclamações indignadas nos meios de comunicação e principalmente nos caixas dos próprios mercados. Clientes abandonaram o carrinho de compras na boca do caixa ao saber da “novidade”. Outros foram mais longe, literalmente, e preferiram fazer suas compras nos municípios vizinhos, como Xaxim, há cerca de 20 Km de Xanxerê.

Edson Marció, um dos organizadores da campanha e membro de uma família proprietária de dois supermercados de porte médio, admite que a reação era esperada, mas  acabou sendo bem menor do que os empresários temiam. “Estávamos preparados para o pior. Se a atitude dos consumidores fosse de repúdio total, ou muito grande, pediríamos desculpas em conjunto e ressarciríamos, em dinheiro, no dia seguinte, às pessoas que compraram as sacolas retornáveis”. Mas nada disso foi preciso.

“Minha sogra reclamou muito no começo. Ela usava umas 15 sacolas plásticas virgem por semana para embalar o lixo doméstico. Hoje ela armazena tudo em sacos adequados para o lixo e só coloca para coleta quando o saco estiver cheio. Ela tem 80 anos e se adaptou muito bem”, conta Cira Moschetta, a empresária que já vem praticando o uso consciente das sacolas plásticas antes mesmo da campanha chegar à cidade.

Marció confessa que o maior medo dos empresários, ao iniciar a campanha, era mesmo de perder clientes. Mas felizmente, a aceitação da mudança superou as expectativas iniciais. Ele revela que o último levantamento para medir a aderência dos consumidores à campanha feita no início do ano, indicou que 85% dos consumidores deixaram de usar sacolas plásticas, sendo que apenas 54% dos consumidores de Xanxerê compraram a ideia desde o início.

Não demorou muito e os empresários de Xanzerê começaram a ser procurados por municípios vizinhos que desejavam adotar a iniciativa. Nesse momento, eles se deram conta da forma impositiva com que a campanha foi conduzida. “Nós imaginávamos que as imagens, os números e as conseqüências catastróficas ao meio ambiente – mostradas pelo vídeo – iriam sensibilizar a todos, e isso bastaria para conquistar a adesão dos consumidores”, reconhece Marció. Essa autocrítica permitiu que os novos interessados em substituir as sacolas plásticas na região não cometessem o mesmo erro.

“Sempre que uma iniciativa propõe mudanças no cotidiano de uma comunidade, o ideal é que ela seja feita de forma colaborativa, envolvendo todas as partes. A imposição geralmente leva a resultados muito ruins, pois mudar o comportamento, o hábito das pessoas significa essencialmente levá-las a uma autocrítica em relação a si próprio. Isso não se conquista com a imposição”, explica Heloisa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu.

Outros nove municípios de Santa Catarina implantaram projetos semelhantes, com pequenas variações quanto à conscientização e formas de facilitar a adesão. Substituíram as sacolas plásticas por retornáveis os municípios de Xaxim, São Lourenço do Oeste, Mondai, Coronel Freitas, Cordilheira Alta, Seara, Ponte Serrada, São Domingos e Pinhalzinho.

“Eu achei a campanha da sacola retornável muito interessante, aderi a ela desde o início, e não só no mercado, mas na loja, na farmácia”, conta Márcia Puccini Bernardi, gerente comercial e dona de casa. Segundo ela, quando o volume é pequeno coloca na bolsa e evita usar a sacola plástica. “Levo a sacola renovável dentro do carro. Antes eu usava a sacolinha do mercado para o lixo, hoje eu compro o saco próprio pra lixo”, explica ela.

Opções para substituir as sacolas plásticas existem, tanto para levar as compras para casa, quanto para acomodar o lixo doméstico, destino de cerca de 80% das sacolas plásticas utilizadas no Brasil.

Segundo Mello, “exemplos como esses deveriam inspirar o mundo inteiro. Os moradores de Xanxerê estão mostrando ao mundo que é possível, que existem alternativas às sacolas plásticas. Mais do que isso até, que essas alternativas estão em nossas mãos, que diminuir os impactos negativos do nosso consumo é possível”.

Em abril de 2010, os consumidores de Xanxerê serão informados dos resultados da campanha iniciada há um ano. Mas, um resultado já pode ser notado: nos mercados, há alternativas para os consumidores levarem mercadorias para casa. São vendidos pacotes de papel reciclado, há empréstimo de caixas de papelão e um mercado vendeu com sucesso aos clientes uma caixa de plástico resistente, para ser transportada no bagageiro do carro.

Basta parar por alguns minutos na porta de qualquer supermercado para conferir – as sacolas retornáveis, de variadas formas, tamanhos e modelos, muitas feitas em casa, predominam!

 

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No dia mundial da água - artigo "Água Virtual"

Por Blog da Redação do Planeta Sustentável

Quando se fala em consumo de água, a maioria das pessoas pensa logo no recurso que usamos para beber, fazer nossa higiene, cozinhar e limpar a casa. Mas existe, ainda, um outro tipo de consumo de água, invisível. É o que os especialistas chamam de “Água Virtual” ou, em um português mais claro, a água que é usada na produção de tudo aquilo que já compramos “pronto” – como roupas e alimentos.

Quando servimos um quilo de carne no jantar, por exemplo, também estamos colocando na mesa 15.497 litros de água, segundo a Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. Isso porque há muita “água virtual” inclusa no processo de produção da carne. Por exemplo, a água que os bois bebem e, ainda, a que é utilizada para cultivar o alimento desses animais e para limpar seus dejetos.

O mesmo acontece com os bens de consumo, como uma calça jeans, um lençol ou uma camiseta de algodão. Pouca gente sabe, mas o cultivo dessa planta utiliza água de modo intensivo, o que faz com que, ao vestir uma calça jeans, nos “encharquemos” com 11 mil litros de água.

Veja, abaixo, mais alguns exemplos do consumo de “água virtual”.
– Um carro de passeio gasta 14.800 litros de água até chegar na concessionária;
– um litro de etanol precisa de 7.700 litros de água para ser produzido;
– cada jornal que lemos de manhã necessita de 550 litros até chegar na nossa mão;
– um litro de suco de laranja gasta 3.700 litros de água para ser produzido;
– uma ameixa consome 1.612 litros de água e uma cereja, 1.543 litros, até chegar no supermercado;
– um quilo de salsicha gasta 11.535 litros durante sua produção e um quilo de carne de porco, 6.309 litros;
– um lençol de algodão “bebe” 10.600 litros até ser estendido na sua cama e uma camiseta de algodão, 2.900 litros;
– um hambúrguer precisa de 2.400 litros de água até chegar na sua mesa e um copo de cerveja, 75 litros.

 

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TRAGÉDIAS QUE SE REPETEM - Por Marina Silva

Fim de 2008, início de 2009, tragédia em Santa Catarina. Fim de 2009, início de 2010, tragédia no Rio de Janeiro. Não bastava um episódio tão doloroso? Não teria sido possível evitar as proporções terríveis do segundo?

O mais dramático nesses e em tantos outros casos é a repetição. Sugere inércia e uma irresponsabilidade insuportável que, passado o impacto inicial de vidas perdidas e a devastação de patrimônios tão duramente conquistados, retoma a rotina. E o discurso de que foi o excesso de chuvas a razão do desastre.

Áreas frágeis e não recomendadas para habitação continuam a ser ocupadas. Medidas preventivas permanecem sendo tomadas de maneira paliativa, com pouca verba, empenho e prioridade. Há iniciativas como o estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro sobre as vulnerabilidades do litoral do Estado às mudanças climáticas, mas sem consequências práticas.

As pessoas atingidas continuam a depender quase que unicamente do heroísmo de bombeiros, de grupos de defesa civil, de voluntários que, não raro, aparecem nos noticiários impotentes diante da desproporção entre suas forças e a enormidade da perda e da dor.

Não sei o que se pode dizer aos familiares e amigos das vítimas das chuvas e deslizamentos, mais do que foi dito às vítimas de Santa Catarina. As catástrofes causadas pelo mortífero tripé -chuvas fortes, encostas instáveis e construção em áreas inadequadas- só mudam de lugar. O que parece não acontecer é uma intervenção no único vetor do qual temos controle: o uso e ocupação das áreas.
Sei por experiência própria o que é a perda radical, como a que acontece quando uma correnteza avassaladora invade a casa, leva as pessoas e desmonta o nosso mundo.
Não há nada a fazer, a não ser tentar salvar-se e a quem esteja ao alcance da mão. Tudo tão brutal que muitas vezes nem as lágrimas acodem.

John Owen (1616-1683), pastor e teólogo, dizia que os pregadores precisam "experimentar o poder da verdade que pregam em e sobre suas próprias almas". Quem não sente a alma incomodada pelo calvário daqueles que são atingidos de maneira frontal -e, na maioria das vezes, evitável- pelos fenômenos naturais não tem sensibilidade suficiente para mitigá-lo.

Não é justo, não é aceitável que a cada ano mais pessoas passem por tal experiência limite, quando se sabe que é possível fazer mais.

A melhor homenagem às vítimas é lutar para construir e instituir, até porque a tendência é aumentar a ocorrência dos fenômenos climáticos que agravarão ainda mais esse tipo de catástrofe, o que já deveria ser um pleno e efetivo direito da sociedade: a segurança ambiental. 
 

Imagem: Don´t take this PERSONALLY by Donald Sart

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É a treva: rumo ao desastre - Por Leonardo Boff

Uma jovem e talentosa atriz de uma novela muito popular, Isabelle Drummond, sempre que fracassam seus planos, usa o bordão:”É a treva”. Não me vem à mente outra expressão ao assistir o melancólico desfecho da COP 15 sobre as mudanças climáticas em Copenhague: é a treva!  Sim, a humanidade penetrou numa zona  de treva e de horror. Estamos indo ao encontro do desastre.  Anos de preparação, dez dias de discussão, a presença dos principais líderes políticos do mundo não foram suficientes para espancar a treva mediante um acordo consensuado de redução de gases de efeito estufa que impedisse chegar a dois graus Celsius. Ultrapassado esse nível e beirando os três graus, o clima não seria mais controlável e estaríamos entregues à lógica do caos destrutivo, ameaçando a biodiversidade e dizimando milhões e milhões de pessoas.

O Presidente Lula, em sua corajosa intervenção no dia mesmo do encerramento, 18 de dezembro, foi a único a dizer a verdade:”faltou-nos inteligência” porque os poderosos preferiram barganhar vantagens a salvar a vida da Terra e os seres humanos. Obama não trouxe nada de novo. Foi imperial, ao impor minuciosas condições aos pobres.

Duas lições se podem tirar do fracasso em Copenhague: a primeira é a consciência coletiva de que o aquecimento é um fato irreversível, do qual todos somos responsáveis, mas principalmente os paises ricos. E que agora somos também responsáveis, cada um em sua medida, pelo controle do aquecimento para que não seja catastrófico. Depois de Copenhague mudou a consciência coletiva da humanidade. Se irrompeu essa consciência por que não se chegou a nenhum consenso?

Aqui surge a segunda lição que importa tirar da COP 15 em Copenhague: o grande vilão é o modo de produção capitalista, mundialmente articulado, com sua correspondente cultura consumista. Enquanto for mantido, será impossível um consenso que coloque no centro a vida, a humanidade e a Terra. Para ele o que conta é o lucro, a acumulação privada e o aumento de poder de competição.  Faz tempo que ele distorceu a natureza da economia como técnica e arte de produção dos bens necessários à vida. Ele a transformou numa brutal técnica de criação de riqueza por si mesma sem qualquer outra consideração. Essa riqueza nem sequer é para ser desfrutada mas para produzir mais riqueza ainda, numa lógica obsessiva e sem freios.

Por isso, ecologia e capitalismo se negam frontalmente. Não há acordo possível.O discurso ecológico procura o equilíbrio de todos os fatores, a sinergia com a natureza e o espírito de cooperação. O capitalismo rompe com o equilíbrio ao sobrepor-se à natureza, estabelece uma competição feroz entre todos e pretende tirar tudo da Terra, até extenuá-la. Se  assume o discurso ecológico é para ter mais ganhos

Ademais, o capitalismo é incompatível com a vida. A vida pede cuidado e cooperação. O capitalismo sacrifica vidas, cria trabalhadores que são verdadeiros escravos “pro tempore” e pratica trabalho infantil  em vários paises.

Os negociadores e os líderes políticos em Copenhague ficaram reféns deste sistema. Esse barganha, quer ter lucros, não hesita em pôr em risco o futuro da vida. Sua tendência é autosuicidária. Que acordo poderá haver entre o lobo e o cordeiro, quer dizer, entre a natureza que grita por respeito e aquele que a devasta sem piedade?

Por isso, quem entende a lógica do capital, não se surpreende com o fracasso da COP 15. O único que ergueu a voz, solitária, como um “louco” numa sociedade de “sábios”, foi o presidente Evo Morales, da Bolívia: “Ou superamos o capitalismo ou ele destruirá a Mãe Terra”.

Gostemos ou não gostemos, esta é a pura verdade. Copenhague tirou a máscara do capitalismo, incapaz de forjar consensos porque pouco lhe importam a vida e a Terra mas antes as vantagens e os lucros materiais.

 

Ilustração por ~xtra-large (18/02/2008)

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Autor: raquel

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Antártica

Pela manhã, partimos novamente, dessa vez em direção à Ilha Deception, localizada a meio caminho entre a Ilha Trinity e a Ilha King George. A ilha Deception é uma ilha vulcânica em forma de anel, com uma pequena abertura por onde sopram ventos violentos, que dificultam a entrada na baía. À esquerda de quem entra na no canal, notam-se os restos do naufrágio do baleeiro inglês Southern Hunter, que afundou ali em 1957.

A ilha caracteriza-se por suas praias negras de pedras vulcânicas e pelas diversas estações baleeiras abandonadas. No período de 1906 a 1930 foi o porto de processamento de milhares de baleias caçadas na região. A atividade baleeira diminuiu a partir da década de 30 com a queda do preço do óleo de baleia e com o surgimento de novas tecnologias de processamento de carcaças. A intensa atividade vulcânica da ilha, com erupções violentas entre 1967 e 1970, causando a destruição de algumas bases, forçou a evacuação definitiva da ilha.

Chegamos à tarde na Ilha Deception, ancoramos o barco na Baía dos Baleeiros e desembarcamos.  Caminhando pelas areias negras, encontram-se remanescentes dos tanques de processamento, ossos de baleias, pequenos barcos baleeiros encalhados, um cemitério e alguns pingüins e focas. 

Na beira do mar, logo abaixo da areia, brota água termal com temperatura acima de quarenta e cinco graus. Com apenas alguns metros de diferença, pode-se tomar um banho gelado na água do mar e um banho escaldante nas águas termais. E foi o que fizemos no dia seguinte.

Da Ilha Deception, partimos no dia 25 de outubro, pois no dia 26 os jovens exploradores retornariam para Ushuaia de avião. Na manhã do dia seguinte, ancoramos na Baia Ardley, na ilha King George. Nessa ilha está localizada grande parte das bases de pesquisa dos países do Tratado Antártico. É lá que fica a base brasileira Comandante Ferraz, que não tivemos a oportunidade de conhecer.

O aeroporto fica próximo à base chilena Puerto Bahia Fildes. Na realidade é apenas uma pista de pouso semi-congelada, que recebe vôos fretados do continente sul-americano. Ao lado da base chilena fica uma base de pesquisas russa. O convívio entre os habitantes das bases é cooperativo e pacífico. Nas duas bases fomos bem recebidos, como costumam ser todos os eventuais visitantes. Na base russa, compramos gasolina para o inflável e com os chilenos, visitamos uma colônia de pinguins onde são conduzidos experimentos científicos.

No avião em que partiram os jovens YEP, chegaram convidados para outro evento promocional do champanhe Mumm, que duraria dois dias. Partimos da ilha King George com 25 pessoas a bordo e retornamos para Deception Island e para Charcot Bay. Retornamos na manhã do dia 28, esperando ansiosos por um barco só nosso, pois a vida estava complicada com tanta gente zanzando a bordo!

Um problema inesperado! O tempo fechou e a previsão era de que o avião só poderia buscá-los dali a dois ou três dias. Com os convidados angustiados e a tripulação aflita, Mike decidiu promover uma inesperada festa a bordo. Todo o estoque de bebidas alcoólicas foi consumido e nos divertimos o suficiente para esquecer de que talvez tivéssemos que conviver como sardinhas em uma lata por alguns dias. Felizmente, na manhã do dia 28, uma janela de bom tempo permitiu que o avião retornasse para buscá-los. 

Agora começará a grande aventura do Mike. Acompanhe os capítulos seguintes…


Saudações, Claudio

Baleeira enterrada em areia vulcanica

 

Um banho nas águas termais da Ilha Deception

 

A Partida dos YEP

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Autor: Pangaea

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